Stone Age

STONE AGE

I never expected to live in a village. Perhaps because villages are usually small, with a retrograde way of seeing things, you always see the same people, always go to the same places. All becomes too monotonous and repetitive.

But people change over the time and today I give more value to things that I didn’t before. Like quality of life. Before I thought that quality of life was to live in a giant city, with all the traffic, noise, crowd. Nowadays I can’t stand queues and jostling. A month ago, I moved to the center of a village and I learned that we can have it all near us without taking an hour trip to get anywhere and another half an hour to go to a coffee between bumping and screaming. I learned that the village only becomes monotonous if I want to. After all, Lisbon is just half an hour away. I learned that even a small village can be very big if we take time to explore it. Between streets and alleys there is always a new door that we had never noticed, a hidden garden for strolling, a new coffee to put up on reading, an immense staircase that ends with a breathtaking view over the village. I learned that the faces we see every day at the same time, especially in the morning when walking the dogs, become cozy and capable of changing a grumpy morning with a simple “hello, good morning,” a smile from ear to ear and if we’re lucky even listen to a joke.

It was one of those adventures through the village that I found a staircase that has nothing special, but to me it was wonderful. I had to shoot there.

The look was something that came briefly: jeans, kimono and sneakers. Simple as the sidewalk and stone walls.

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Nunca me imaginei a morar numa vila. Talvez porque normalmente as vilas são pequenas, a mentalidade um pouco retardada, acabamos por ver sempre as mesmas pessoas, por ir sempre aos mesmos sítios. Torna-se tudo muito monótono e repetitivo. 

Mas as pessoas mudam com o tempo e hoje dou mais valor a coisas que não dava antes. Como, por exemplo, qualidade de vida. Antes para mim qualidade de vida era morar numa cidade gigantesca, com tudo ao pé, trânsito, barulho, multidão. Hoje em dia não suporto filas e encontrões. Mudei-me para o centro de uma vila há um mês e aprendi que podemos ter tudo ao pé sem demorar uma hora para chegar a um café e mais meia hora para ser atendida entre encontrões e berros. Aprendi que a vila só se torna monótona se eu deixar. Afinal de contas, a grande Lisboa fica apenas a meia hora daqui. Aprendi que uma vila mesmo pequena, pode ser muito grande se perdermos tempo a descobri-la. Entre ruas e ruazinhas existe sempre uma porta nova que nunca tínhamos reparado, um jardim escondido para passear, um café novo para pôr a leitura em dia, uma escadaria imensa que acaba com uma paisagem deslumbrante sobre a vila. Aprendi que as caras que vemos todos os dias à mesma hora, principalmente de manhã quando passeio as cadelas, tornam-se caras acolhedoras capazes de mudar uma manhã rabugenta com um simples “olá, bom dia”, um sorriso de orelha a orelha e com sorte ainda nos faz rir com uma anedota das antigas.

E foi numa dessas aventuras pela vila que descobri uma escadaria que não tem nada de especial, mas para mim tem tudo de maravilhoso. Tinha que fotografar lá.

O look foi algo que surgiu momentaneamente: calças de ganga, kimono e ténis. Simples como a calçada e paredes em pedra.

SHΟP

Jeans MANGO

Blouse H&M

Kimono ZARA

Sneakers ELEMENT

Bag PARFOIS

Rings CALVIN KLEIN

Necklace STONE BY STONE

CREDITS

Photography by SARA SANTOS – FOTOGRAFIA

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